APPI ironiza Marão: defende emprego agora e tira o emprego de 268 servidores?

Mário Alexandre
Secom

A direção da APPI ironizou a divulgação feita pelo prefeito Mário Alexandre, de Ilhéus, em defesa dos trabalhadores do transporte público e dos recém-demitidos pela empresa Viametro. Clique aqui. "O prefeito de Ilhéus comete uma lamentável contradição. O discurso de hoje é um contrassenso ao gesto de ontem", afirma a entidade em nota divulgada há pouco.

Segundo a APPI, quem hoje defende o emprego como uma importante conquista do trabalhador e como instituição mantenedora da sobrevivência da família, é o mesmo que, em janeiro de 2019, decretou um afastamento em massa na Prefeitura de Ilhéus, deixando 268 pais e mães de família, todos com mais de 30 anos de serviço público, sem chão, abandonados e sem direito a absolutamente nada, após dedicarem parte da vida ao serviço público. 

O sindicato salienta que é defensor do emprego. "Mas de TODOS os empregos", ressalta. A APPI/APLB, inclusive, assinou a nota de repúdio da CTB contra as demissões dos  trabalhadores da empresa Viametro, concessionária do serviço público de transporte coletivo municipal que promoveu a demissão de 100 trabahadores (as) no dia 24 de março. "O que defendemos é que os nossos representantes políticos não usem o critério de dois pesos e duas medidas, priorizando a defesa dos interesses pessoais, em detrimento ao coletivo", destaca a nota. 

"Lamentável que o prefeito Mário Alexandre, neste momento tão delicado da vida de todos os ilheenses, utilize-se do discurso eleitoreiro e esqueça que lá atrás não se comportou como um gestor preocupado com os seus próprios servidores. A solidariedade de hoje não sensibilizou a atitude de ontem. O prefeito que luta pela segurança e proteção de trabalhadores de empresas privadas, não teve o mínimo receio, nem tampouco nenhum tipo de solidariedade, com servidores que hoje vivem da ajuda sincera do povo de Ilhéus, recebendo cestas básicas mensais que garantem o prato na mesa de sua família", continua.

Para encerrar, cita  o advogado e jurista baiano Rui Barbosa: “Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela superstição, a realidade pelo ídolo".